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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Teorias X e Y

As teorias X e Y representam duas suposições contrárias feitas em relação aos trabalhadores. Segundo McGregor, criador da teoria, os objetivos e necessidades deveriam se adequar à natureza humana, e não o contrário.

A teoria X traz a idéia de que os trabalhadores não têm interesse pelo trabalho, e trabalham o mínimo possível, por isso devem ser controlados e motivados a trabalhar através de coerção, ameaças, elogios ou dinheiro. Esses pressupostos correspondem a concepção mecanicista dos trabalhadores.

A teoria Y vê os trabalhadores como pessoas esforçadas, criativas, em busca de mudanças. Eles vêem o trabalho como algo natural ou até prazeroso, sendo assim eles desejam trabalhar, sendo fundamental para a organização proporciona-lhes condições para seu desenvolvimento pessoal. Esses pressupostos constituem a Administração Participativa.

O uso das teorias X e Y pode ser uma ótima fonte de estudo para aprimorar os recursos humanos de uma organização. Recursos estes que em grande parte das organizações é o diferencial e principal capital existente.

Recursos Humanos x Gestão de Pessoas

Todo o processo de produção somente se realiza com a participação conjunta de diversos parceiros. Atualmente os empregados, que são os parceiros mais íntimos das organizações, estão sendo considerados os principais colaboradores, que dão vida e dinamismo no dia-a-dia da organização.

Em cada organização, funcionários são tratados de formas diferentes: como recurso organizacional ou como parceiras da organização. Quando tratados como recursos, é necessário haver planejamento, organização direção e controle de suas atividades. Já que eles são vistos como “obedecedores de ordens” é necessário administrá-los para obter o máximo rendimento possível. Quando tratados como parceiros da organização, elas fazem parte do capital intelectual das organizações, fornecendo conhecimentos, habilidades, competências e, sobretudo, a inteligência, que proporciona decisões racionais afetando o rumo dos objetivos globais.

Há pouco tempo atrás o departamento de recursos humanos atuava de forma mecanicista, onde os empregados apenas obedeciam e executavam as tarefas. Hoje os funcionários são chamados de colaboradores, e a gestão de pessoas visa à valorização dos profissionais e do ser humano, enquanto o setor de Recursos Humanos visava a técnica e o mecanicismo do profissional. Se analisarmos, veremos que o papel do colaborador é mais participativo, ele tem maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, alto índice de aprendizagem.

Na atual Era do Conhecimento o treinamento das pessoas é considerado o mais importante diferencial e fator de sucesso. Para isso acontecer é necessário coordenar um plano de capacitação periódico, visando as necessidades da organização e recursos disponíveis.

Não podemos esquecer que a mão de obra são os seres humanos e não simplesmente objetos. São as pessoas que fazem a instituição desenvolver-se, esses seres humanos é o que dinamiza a instituição, o que impulsiona, sendo assim devem ser sempre tratadas com respeito, afeto, tolerância, solidariedade, formando um profissional humano e não apenas técnico.

A organização que saiba criar um ambiente motivador, a fim de evitar que conflitos pessoais interfiram na vida dos funcionários e da própria empresa, irá criar um espírito de equipe e de entrosamento dos funcionários, tornando-os parceiros e não apenas trabalhadores, conduzindo a empresa ao sucesso.

Principais Diferenças

O setor do RH era um departamento mecanicista que apenas cuidava da parte de folha de pagamento e contratação de funcionários. Já a gestão de pessoas preocupa-se com a captação, participação, envolvimento e desenvolvimento do funcionário contratado.

O departamento de recursos humanos via os funcionários apenas como pessoas que obedeciam e executavam tarefas. Hoje na gestão de pessoas os mesmos são valorizados e chamados de colaboradores, fornecendo com mais facilidade seus conhecimentos, técnicas e inteligência. Ele tem maior autonomia em suas atividades, cooperando nas decisões com seus gestores, e apresentando alto índice de aprendizagem.

Não eram realizados treinamentos com os funcionários, apenas havia uma avaliação de desempenho e um dos únicos acompanhamentos existentes era o de segurança no trabalho. Com a chegada da gestão de pessoas houve uma intensificação na formação do profissional, um desenvolvimento do mesmo junto à organização, sempre mostrando seu lado empreendedor, mostrando a importância de ser flexível, inovador, para um melhor funcionário na empresa.

Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas, 2004
http://www.opet.com.br/comum/paginas/arquivos/artigos/Gestao_de_pessoas_e_RH.pdf